O desconforto que não virou saída
Contexto de mercado
DI em gap de baixa acentuado, lateralizando entre −0,75% e −1% durante toda a manhã. Dólar com dinâmica mais rica: gap de baixa, testou −0,5%, e ao final da manhã testava simultaneamente o zero do dia e o topo de sexta-feira, na mesma região de preço. Mini índice em gap de alta de +0,5%, devolvido por completo já no início; testou o topo do dia por volta das 10h e foi rejeitado; despencou até testar −0,5%, chegou a cotar −0,75%, e respirava perto de −0,5% na aproximação do horário de almoço.
Setup identificado
Duas operações, as únicas válidas e alinhadas do dia. Primeira, compra, às 09h45, na pernada forte tentando romper o topo do dia. Segunda, venda, às 10h45, já quando o mercado tinha devolvido os pontos do lado vendedor.
Execução
Primeira — 65 pontos de calor, 6min49s de duração, alvo cheio. Segunda — 225 pontos de calor, 6min24s de duração; o preço voltou a andar a favor depois da exposição negativa, fechando também no alvo. Plataforma travada com dois trades, os dois vencedores.
Resultado
+300 pontos. +R$60. Acumulado do fundo: +3.660 pontos / +R$1.172.
Nota de campo
Primeiro dia de agosto, e o mês abre exatamente como o anterior devia ter fechado mais vezes: duas entradas, as duas dentro do sistema, as duas pagando. O verdadeiro teste do dia não foi a primeira operação, foi a segunda — 225 pontos de exposição negativa é o tipo de número que historicamente antecede saída no medo, não recuperação. Dessa vez, não. Desconforto sentido, processo mantido: a régua que separa isso de violação nunca foi sentir desconforto zero, é não agir sobre ele fora da regra escrita. Mês novo, e o primeiro dado dele já é bom.