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10/08/2026SHORT0 pts

Zero a zero, de propósito, no primeiro dia com a mão maior

Contexto de mercado

DI abrindo no fechamento de sexta, subindo pela manhã até +0,5% e permanecendo nessa região o resto do dia. Dólar com movimento parecido, mas indo até +0,65%, testando +0,5% de cima pra baixo no fim da tarde. Mini índice em gap de alta de +0,5%, devolvido em escadinha logo no início da manhã, zerando os ganhos; lateralizou bastante até as 10h30, quando um movimento mais forte e rápido testou −0,5%; dali, subiu e ficou preso num caixote entre a mínima de sexta e a VWAP do dia. Dia tecnicamente truncado, sem catalisador no calendário para a tarde.

Setup identificado

Um único sinal operado, às 12h10, na venda. Entre 15h e 15h30, uma sequência de candles alinhados nos 5 minutos formou sinais válidos, mas nenhum teve a máxima rompida para virar ordem.

Execução

Única operação — 20 pontos de exposição contrária, MEP de exatos 100 pontos, saída pelo trailing automático, 1min27s de duração. Plataforma travada manualmente às 15h30, uma hora antes do horário habitual, diante de sinais válidos mas não operáveis, mercado lateral e saldo de agressão deteriorado, sem catalisador para a tarde.

Resultado

0 pontos. R$0. Acumulado do fundo: +4.110 pontos / +R$1.262.

Nota de campo

Primeiro pregão com dois contratos autorizados, e a escolha do dia foi não usar essa capacidade além do que o sistema realmente ofereceu. Um sinal, resolvido no zero pelo próprio gatilho automático. Depois disso, sinais alinhados sem gatilho de entrada, mercado lateral, saldo de agressão deteriorado — e a decisão consciente de travar a plataforma uma hora mais cedo, em vez de forçar operação num contexto que não pedia. A operação hipotética que não foi aberta seguiu sendo citada, a título de informação, enquanto o preço se movia: de +40 e −125 de calor logo depois do fechamento da plataforma, até mais de 200 pontos a favor menos de uma hora depois. E é exatamente nesse ponto que a disciplina do dia realmente se provou: reconhecer que continuar acompanhando aquele número específico deixaria de ser informação e passaria a ser gatilho de ansiedade — e parar de olhar, por decisão própria, antes que isso acontecesse. Não foi o sinal não operado que definiu o dia. Foi essa segunda decisão, sobre o que fazer com o próprio olhar depois. Melhor um dia parado no zero do que um loss logo no primeiro dia com a mão maior — e melhor ainda, reconhecer a tempo quando parar de olhar pro que não existe.